Realizou-se hoje a Conferência Nacional de Empreendedorismo organizada pela Associação Nacional de Jovens Empresários – ANJE – que encheu o auditório Elídio Pinho na Universidade Católica do Porto, Campus da Foz.
A conferência reuniu um conjunto de pessoas com reconhecido mérito e know-how nas áreas académica, financeira, empresarial, associativa e de incubação de empresas, juntamente com jovens empresários de sucesso.
A conferência surgiu na sequência do projecto “Portugal Empreendedor“, promovido no âmbito do Sistema de Apoio a Acções Colectivas do Programa COMPETE. Começou com uma exposição detalhada do programa pelo Dr. Nelson de Souza realçando vários factores dos incentivos do QREN segmentados em actividades e regiões. De salientar também a apresentação dos dados do Capital de Risco existente, divididos nas fases de Seed Capital (11M€), Early Stage (56M€), Corporate Venture (13M€) e Business Angels (35M€), totalizando 115M€ para os próximos 3 anos.
De seguida surgiu um painel composto por jovens empresários de sucesso que tiveram a delicadeza de presentear a audiência, com histórias relativas à experiência vivida desde o surgimento da ideia até a formação de negócio e as consequentes dificuldades.
Sendo assim, foi possível assistir às apresentações do Eng. Afonso Rangel da PI – Portugal Informático que destacou a resistência da sua empresa perante a crise das dot com que eliminou grande parte da concorrência. De seguida o Dr. Francisco Fonseca da Anubis Networks deu a perceber como a “ousadia compensa” e abre portas para o sucesso nos negócios. Presenciou-se ainda uma exposição de uma empresa familiar, no ramo alimentar, pelo Dr. Carlos Vieira de Castro da Vieira de Castro, SA e por último o trajecto de sucesso da empresa Edigma.COM pelo Dr. Miguel Fonseca (outra apresentação).
Ainda da parte de manhã assistiu-se a um Painel composto por representantes de instituições que possuem Redes de Apoio ao Empreendedorismo, entre elas a COTEC representada pelo Prof. Dr. Daniel Bessa, CGD pelo Dr. Alfredo Antas de Teles que falou do programa Caixa Empreender +, IEFP pelo Dr. José Castro e o IAPMEI pelo Dr. Luís Filipe Costa que deu relevância a vários aspectos históricos de empreendedorismo Português como a época dos Descobrimentos.
A finalizar o Ministro da Economia, da Inovação e do Desenvolvimento, Dr. José Vieira da Silva realçou a necessidade de uma reflexão para a fase de transição económica que atravessamos, bem como a existência de um espírito empreendedor no combate à crise.
Da parte da tarde o painel era composto por representantes de entidades Incubadoras de Última Geração e iniciando-se com a intervenção do Prof. Dr. Mário Rui Silva da CCDRN que falou dos 7 objectivos do Plano de Acção para a Inovação levantando o véu sobre uma parceria com a Universidade do Minho para a criação de um parque tecnológico exclusivamente dedicado ao acolhimento de projectos da área da nanotecnologia. O Dr. Filipe Neves representou o IPN e forneceu dados relativos aos 15 anos de existência do instituto, onde em 2008 as empresas lá sediadas contribuíram com um volume de negócios de 50M€ e mais de 1000 postos de trabalho.
Foi ainda possível assistir ao Prof. Dr. José Novais Barbosa do UPTEC que apresentou a história da criação do parque tecnológico, focando que a dimensão do mesmo não é superior aos actuais 55 projectos e aos cerca de 280 postos de trabalho devido às condições espaciais que assim o limitam. A finalizar este painel o Dr. Manuel Teixeira da ANJE falou do histórico da associação como rede de segmentação e incubação multi-sectorial e realçou a importância do networking no crescimento da mesma.
A conferência terminou o seu programa com um painel representado por várias entidades que debateram a importância do Pensamento Global.
Sob o mote “Portugal Empreendedor”, a longa jornada de reflexão constituiu um ambiente propício ao debate e à troca de experiências proporcionando também uma excelente oportunidade de troca de contactos para os empresários portugueses.















“uma empresa familiar, no ramo alimentar, pelo Dr. Carlos Vieira de Castro da Vieira de Castro, SA”
empresa familiar porque ainda está na mesma família… pq de “familiar” não tem nada já que é bem capaz de facturar mais que as outras todas do painel… juntas.
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