webday 2010 Webday 2010   o ataque da Microsoft à WebSobre o lema Make Web not War, teve hoje lugar o evento Webday 2010 no Porto, onde a Microsoft fez uma exposição das suas soluções viradas para o desenvolvimento web.
No lançamento do evento, dedicado a profissionais da área web, foi possível acompanhar o desenvolvimento e a importância das ferramentas Microsoft na elaboração de projectos para este ambiente. O evento parece-me bem desenhado, pois não só serve como lançamento de novas tecnologias como ainda existiu espaço para sessões mais técnicas que agradam, e muito, ao público-alvo. O local escolhido, Fundação Dr. António Cupertino de Miranda, pareceu-me apertado para a grande adesão que se verificou de cerca de 400 participantes.

Tecnologias

Começando pelo menino bonito, Microsoft SilverLight, a apresentação foi de encher o olho. A Microsoft com este produto, que permite a construção de aplicações visualmente ricas, interactivas e funcionais, está atenta às necessidades dos seus utilizadores, e tem vindo a suportar no lançamento de novas versões, aquilo que eles exigem. Além disso verifica-se um esforço em tornar o plugin suportado não apenas pelos SO Windows mas também pelos ambientes Mac (falhou uma demonstração de um exemplo a correr em iPhone, mas quem diria.. ) e por sistemas Linux, bem como o suporte a outros browsers (mais uma demonstração utilizando o Mozilla Firefox).
De realçar também o foco dado à possibilidade de criação de aplicações que correm independentemente do uso de browser, como foi demonstrado um cliente de utilização do Facebook.

Outro ponto forte do evento foi a relevância dada ao Cloud Computing em especial à solução da empresa Windows Azure que recentemente entrou em produção. O paradigma da programação tem vindo a ser alterado nos últimos anos e para não ficar atrás a Microsoft pretende concorrer com a pioneira Amazon Web Services oferecendo uma solução com suporte às ferramentas e aplicações da empresa.

webday porto Webday 2010   o ataque da Microsoft à WebTambém foram apresentados o Web Platform Installer, que é uma solução integrada das ferramentas da MS para o de desenvolvimento e de fácil instalação, o Microsoft SharePoint 2010, plataforma de de colaboração para as empresas e para a web e foram ainda mencionados o Microsoft Visual Studio 2010 e a suite Microsoft Expression.

Por último ainda se falou de programas especiais de venda de licenças que promovem o empreendedorismo, como o Microsoft Bizspark para startups de engenharia de software e o Microsoft WebsiteSpark para pequenas empresas de web development com menos de 10 pessoas.

As outras sessões foram dedicadas à exposição mais técnica das ferramentas e ocorreram no final da manhã e da parte da tarde.

Positivo

Pessoalmente achei importante o facto da Microsoft começar a olhar para a região do Porto como um importante centro de desenvolvimento tecnológico, pois até agora grande parte destas conferências situam-se em Lisboa como o Techdays 2010. Outro ponto positivo é a abertura que a Microsoft mostra ao não ignorar de forma arrogante a concorrência directa, mas sim a tentar coexistir e integrar os seus serviços neles.

Negativo

Por outro lado, acho que a estratégia da Microsoft não se encontra bem definida. Experimentam diversos mercados e inúmeras formas de fazer render o peixe, mas perdem na identidade dos seus produtos que embora sejam mais fiáveis e user-friendly, penso que para uma empresa de grande dimensão e dado o valor monetário dos mesmos se exigia mais.
Outro aspecto que a Microsoft está a deixar para trás, e se quer mesmo ganhar a aposta que está a fazer no mercado web, é o da centralização de venda de produtos. Existe um Windows Marketplace que não é mais que uma loja on-line de venda de produtos genuínos desenvolvidos dentro da empresa. Onde se encontra um local para um developer vender as suas aplicações ou um design os seus templates? Será que este modelo de negócio não interessa? A Apple com o iPhone e o iPad, a Adobe com o Air e o próprio Google que lançou recentemente o Google Solutions Marketplace não pensam o mesmo. O Steve Balmmer já introduziu, no CES 2010, o Windows 7 nas tablets, agora ou estão atrasados ou andam a dormir.